quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Reportagem: Voluntários estendem as mãos a quem foi afetado por doença ou violência


Voluntários estendem as mãos a quem foi afetado por doença ou violência
Não faltam exemplos e histórias de pessoas interessadas em fazer a diferença e ajudar a mudar vidas

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo
28 Novembro 2017 | 06h00

Superação. ‘Sabia que eu tenho a mão do Batman?’, indaga Rafael, que teve a prótese personalizada em impressora 3D 

SANTO ANDRÉ - Aos 4 anos, Rafael quis tirar a dúvida: “Mãe, quando a minha mão vai nascer?”. Sincera, a cabeleireira Mariângela Fernandes, de 45, explicou ao filho que ele era portador de uma má-formação rara e, por isso, não tinha o antebraço direito. Após receber o apoio de um engenheiro voluntário, no entanto, a pergunta do menino mudou. “Sabia que eu tenho a mão do Batman?”


Personalizada com seu herói favorito, a prótese de Rafael, hoje com 6 anos, foi feita em impressora 3D pelo engenheiro Marcelo Botelho, que mantém um laboratório em casa, em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo. “O Marcelo não cobrou um centavo da gente”, diz Mariângela, que recebeu a doação em junho de 2016. “É um anjo que Deus colocou na nossa vida.”

Morador de Santo André, no ABC, Rafael só foi diagnosticado com síndrome da brida (ou banda) amniótica após o parto. Em resumo, é quando parte do tecido da mãe acaba enrolando em um dos membros do bebê durante a gravidez, prejudicando o seu desenvolvimento.
Com 15 dias de vida, Rafael já fazia terapia. “Ele sempre foi muito bem resolvido”, diz a mãe. Tanto que o garoto chama o membro que lhe falta de “toquinho”. Segundo Mariângela, ele aprovou o braço robótico desde o primeiro uso. “Olha, consigo contar até 10”, reagiu, na época. “Nossa, ele se deu superbem: pega até grãozinho de feijão no chão”, conta. “Agora, está aprendendo a jogar pingue-pongue.” Só não leva para escola, com receio de quebrar.
Segundo Botelho, o custo de produção é baixo, varia entre R$ 60 e R$ 300 (grande parte dos modelos ele encontra no site da ONG internacional E-Nable). “Quando eu comecei este trabalho era um lobo solitário”, afirma o engenheiro, que fabricou a primeira prótese em 2013, ainda na faculdade. O beneficiado era um rapaz que fazia malabares em esquinas. Hoje, Botelho é fundador e vice-presidente da Associação Dar a Mão
Mariângela lembra que o filho acompanhou a impressão dos dedinhos. “Eu choro todas as vezes que eles entregam uma prótese nova, porque lembro da emoção que foi receber”, diz. “O Rafa se encantou. Ele diz que quer ser ‘construtor de robô’, para poder fazer mãos e pernas para as pessoas.”


PDF DA REPORTAGE DISPONÍVEL NO LINK:
https://pt.slideshare.net/associacaodaramao/matria-estado-voluntrios-estendem-as-mos-a-quem-foi-afetado-por-doena-ou-violncia

Reportagem disponível no link:

Associação Dar a Mão no Programa Especial de Natal da Fátima Bernardes - 22/12/17

Mensagem de Natal de Bráulio Bessa - Cordel de Natal




"Que você, nesta Natal, entenda o real sentido da data..."



Dar presente é bom.

Mas o bom mesmo 
É ser presente.
Ser o abraço mais quente
Acalento ao coração 
Ser família e amor
Se fazer "Dar a Mão".


Desejamos um Feliz Natal e próspero Ano Novo com esta mensagem que exibe o resultado de muito trabalho da Associação Dar a Mão - os sorrisos de nossas crianças, Rafa e Joaquim, simbolizam as conquistas das mais de 500 famílias desta rede de apoio e solidariedade que é a Associação Dar a Mão. 



Com carinho, Geane Poteriko 

Fundadora e Presidente do Conselho de Administração da Associação Dar a Mão

Associação Dar a Mão no Programa Encontro/Globo - Vice-Presidente Marcelo emociona o Brasil - 22/12/17

Associação pela segunda vez no Encontro com Fátima Bernardes 


Vice presidente da Associação Dar a Mão, engenheiro Marcelo Botelho, participa do Programa Encontro com Fátima Bernardes (22/12/17) e faz a entrega de um dispositivo protético 3D do Homem Aranha ao vivo para o Joaquim (4 anos). A família do Rafa (5 anos), que recebeu em junho/2016 o dispositivo protético 3D do Batman, também participou do programa e apresentou os progressos do menino com a protetização na infância.