domingo, 28 de fevereiro de 2016

ASSEMBLEIA - 29/02/2016

ASSEMBLEIA DA ASSOCIAÇÃO DAR A MÃO


Realizaremos a primeira reunião de 2016 no dia 29 de fevereiro, às 19:30h, no Salão Paroquial da Igreja Matriz de São João do Ivaí, PR. Estendemos o convite para todos conhecerem um pouco deste trabalho solidário.

A ASSOCIAÇÃO DAR A MÃO faz uma reunião presencial por mês com os sócio-fundadores e demais interessados, mas a interação virtual é contínua, com associados, voluntários, familiares de crianças com diferenças de membros e todos que fazem parte desta iniciativa.

Atenciosamente,
GEANE POTERIKO
Presidente da Diretoria Executiva
ASSOCIAÇÃO DAR A MÃO

associacaodaramao@gmail.com
(43) 9846-9220

DIA DAS DOENÇAS RARAS

Dia Mundial da Conscientização das Doenças Raras

Rare Disease Day 2016 Official Video

O Dia Mundial das Doenças Raras celebra-se em 29 de fevereiro em 2016 com o tema: "Voz do paciente".
A data é comemorada anualmente no último dia de fevereiro e visa alertar a população para este tipo de doenças e para as dificuldades que os doentes que padecem de doenças raras enfrentam diariamente.
A data foi escolhida pela Eurocordis (uma aliança não governamental de associações de doentes) através do Conselho de Alianças Nacionais em 2008, tendo alcançado cerca de 60 países, inclusive o Brasil, através da imprensa e da divulgação maciça realizada em torno do dia.
O dia é marcado para alertar a população sobre as doenças raras e as dificuldades que seus portadores enfrentam no dia a dia. Contam-se entre doenças raras aquelas que possuem pelo um portador em cada grupo de 2 mil pessoas e que, por esse motivo, não sejam objetivo principal dos laboratórios em busca de um paliativo ou da cura para elas.
Estima-se que existam cerca de 8 mil tipos de doenças raras, em sua maioria de origem genética, e que estejam afetando cerca de 560 milhões de pessoas em todo o mundo, tendo pelo menos 13 milhões de afetados no Brasil. Esse número tende a aumentar, já que sempre são descobertas novas doenças, em processos demorados, já que os sintomas e manifestações podem ser muito lentos, demorando anos para se manifestar.

O objetivo do Dia Mundial das Doenças Raras
O dia tem como objetivo alertar políticos e autoridades públicas, profissionais de saúde e pesquisadores, além da indústria farmacêutica para o apoio aos portadores de doenças raras e pesquisa de medicamentos para aliviar o sofrimento dos mesmos.
A intenção dos participantes das associações de portadores de doenças raras é o reconhecimento oficial dessa data pela Organização Mundial da Saúde, alertando para os cuidados necessários aos doentes, como por exemplo:
- Acesso ao correto diagnóstico;
Informações sobre as doenças;
Acesso ao tratamento através dos órgãos públicos.

Algumas doenças raras
Entre as milhares de doenças existentes, podemos lembrar os casos de doenças raras de pele, como a hipodermite e a fibrose cística; doença rara nos ossos, como a Síndrome de Maffucci, que desenvolve tumores nos ossos; ou a doença rara de Messi, o jogador mundialmente famoso, que é portador da Síndrome de Asperger, um tipo de autismo que se manifesta através de gestos repetitivos.
Outro exemplo de pessoa famosa é o ator Guilherme Karan, que é portador da Síndrome de Machado Joseph, uma doença degenerativa que afeta a coordenação motora e cria dificuldades de concentração. A doença, hereditária, se manifesta geralmente entre os 30 e 40 anos e ainda não tem cura. 
CAMPANHA: DIA DA DOENÇA RARA (2015)
Rare Disease Day 2015 Official Video
As doenças raras são doenças crônicas, graves e degenerativas que colocam em risco a vida dos doentes. Na União Europeia, consideram-se doenças raras as que têm uma prevalência inferior a cinco em 10.000 pessoas.
Estima-se que as doenças raras afetam perto de 40 milhões de pessoas na Europa, especialmente crianças.
Todas as semanas são descobertas novas doenças raras. A detecção de doenças raras é um processo demorado e minucioso, pois as manifestações e sintomas das doenças podem ser lentos e demorar anos.
CAMPANHA: DIA DA DOENÇA RARA (2014)
Rare Disease Day 2014 Official Video


PROGRAMAÇÃO EM CURITIBA/PR

Contato: abswpr@swbrasil.org.br
(Luciane)

Em Curitiba, celebrando o Dia da Doença Rara, haverá palestra no dia 29/02, 
na Fundação Ecumênica, pela Secretaria Estadual de Saúde.
 Tema: Definição de: O que é Doença Rara?



domingo, 21 de fevereiro de 2016

INSCREVA-SE NA ASSOCIAÇÃO DAR A MÃO

FICHA DE CADASTRO

Anexamos nesta postagem a FICHA DE CADASTRO para inscrição na ASSOCIAÇÃO DAR A MÃO. Estamos realizando o cadastro de familiares ou indivíduos com ausência de membros, assim como de voluntários que têm interesse em fazer parte deste projeto. Para se inscrever, basta fazer o download desta FICHA DE CADASTRO, preencher com as informações solicitadas e enviá-la preenchida ao e-mail: associacaodaramao@gmail.com.
A ASSOCIAÇÃO DAR A MÃO é uma entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo fornecer apoio às crianças e adolescentes afetados pela Síndrome da Brida Amniótica ou outras condições congênitas que causam ausência de membros. Nossa missão: "Contribuir para uma sociedade que acolhe melhor a diversidade". Fundada em 30/09/2015, é composta por um grupo de Voluntários, Parceiros, Mães e Familiares de crianças, adolescentes ou indivíduos nascidos com agenesia de mão/membros superiores. Buscamos conscientizar e sensibilizar sobre as diferenças de membro e apoiar familiares de crianças, adolescentes ou indivíduos com diferenças físicas.
- OBSERVAÇÃO: Não é necessário pagar nenhum valor em dinheiro ou fazer qualquer tipo de doação para participar desta iniciativa.

Mais informações nas páginas:



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

COMO FALAR COM SEU FILHO SOBRE AS DIFERENÇAS?




As crianças são curiosas. Os pais são protetores. Às vezes, essas duas qualidades podem ficar no caminho uma da outra, mesmo quando todos nós estamos fazendo o nosso melhor. Assim, como um daqueles pais protetores, eu gostaria de contar a minha história ... Talvez ela possa ajudar alguém ao longo do caminho.

Meu filho Drew nasceu com uma diferença de membros congênita (seu braço direito termina logo abaixo do cotovelo). É uma diferença bastante óbvia quando você olha para ele. Seu "pequeno braço", como ele chama, tem sido a fonte de impressionantes novos amigos, perguntas, olhares, e alguns momentos realmente difíceis. Quando ele era um bebê, eu me preocupava menos porque ele não tinha conhecimento dos “olhares”. Como uma criança, sua irmã mais velha, muito protetora, costumava dizer a qualquer criança que aparecia que "Meu irmão nasceu desta forma e ele pode fazer qualquer coisa que você pode fazer." Agora, Drew entende mais, e está aprendendo como lidar com os olhares e perguntas por conta própria. Na ocasião, este processo é doloroso, como foi para sua mãe.

Uma noite, estávamos jogando em um parque do bairro. Notei um grupo de 3-4 crianças seguindo Drew, enquanto ele estava escalando o playground. Tudo começou com olhares e apontamentos, mas evoluiu para pronunciamentos altos de que ele era "assustador", "feio", e algo a ser temido. Drew estava com medo e tentando fugir, então eu me envolvi. Este era um novo território. Olhares eram comuns, e os pais acalmarem seus filhos e irem embora acontecia muito frequentemente também. Uma das crianças que tinham falado estas coisas absurdas perguntou: "O que aconteceu com seu braço?" E "Dói?" Então essa interação me pegou de surpresa (e eu estava realmente marcada). Eu respirei fundo e fui até as crianças. Todos, exceto uma, correram. A garota que permaneceu tinha os braços cruzados e tinha um olhar de "E daí?" em seu rosto. Mas ela suavizou uma vez que eu perguntei por que ela pensou que o braço de Drew era assustador. O diálogo que se seguiu foi esclarecedor para nós duas. Depois, fui encontrar seu pai no campo de futebol das proximidades e expliquei o que tinha acontecido. Ele ficou chocado e envergonhado, então eu pensei: Como devemos ensinar nossos filhos a se aproximar ou perguntar sobre as diferenças? Existe uma maneira "certa"?

Fui para casa e fiz o que todos nós parecemos fazer: fiquei online. Eu desabafei em algumas páginas das redes sociais sobre diferenças de membros, e pessoas incríveis apontaram-me recursos maravilhosos de orientação e apoio.

E com base no que eu aprendi até agora, aqui está o que eu gostaria de propor, quando se trata de crianças percebendo e apontando diferenças:

1) Seu filho provavelmente vai olhar (você provavelmente irá olhar também). Nós sabemos disso e nós vemos. Tente fazê-lo de uma forma que seja curiosa, mas amigável, dando um sorriso para parecer menos ameaçador.

2) É normal o seu filho fazer alguma pergunta, por favor não o faça se calar quando ele tentar perguntar. As crianças são supostamente aptas para fazer perguntas, e é nosso trabalho ajudá-las a aprenderem a questionar. Então, abrace o momento de aprendizado, mesmo se você se sentir estranho ou envergonhado com isso. E, se o seu filho disser: "Como isso aconteceu?" ou perguntar por que, é perfeitamente natural dizer "Eu não sei." E, tudo bem se vier a perguntar. Quando acontecer, apresente-se, seja gentil e educado, talvez encontre uma maneira para falar sobre outra coisa que não seja a diferença física também.

3) Não é bom tocar, pelo menos não sem a permissão da criança. A privacidade ainda se aplica e temos que ensinar isso aos pequeninos . Agora, tenho que admitir que, recentemente, meu filho (pequeno encantador) começou a usar o seu pequeno braço como uma ferramenta para flertar com as meninas nas partidas de futebol ... Então, cuidado! J

4) O mais importante, seja pró-ativo. As diferenças estão em toda parte, e elas não são apenas normais, elas são importantes. Infelizmente, a notícia está tão cheia de intolerância e ódio. Invista seu tempo para ensinar a seus filhos o oposto. Ver minha filha mais velha tem sido fascinante. Como protetora de seu irmão, as diferenças de membro não a afetam, mas a fazem reconhecer e processar ainda mais as diferenças em torno dela (de peso, raça, estrutura familiar, etc.). Até agora, a reação tem sido mais de uma não-resposta, ao longo das linhas de "Então, porque é que alguém se importa?" Não seria ótimo se ela pudesse ter essa perspectiva para sempre? É certamente o que eu gostaria de ensiná-la.

As crianças não nascem sabendo quais os grupos a se incluir / excluir. Ensine-os a aproximar-se de todos os outros com bondade e compaixão. Fale sobre todos os tipos de diferenças, leia para eles. Tenha as conversas para que quando eles se depararem com alguém diferente deles, talvez encontrem um novo amigo, ao invés de ver essa pessoa como assustadora ou "arrepiante." Vamos ensinar nossos filhos que a beleza é muito mais do que o que está no exterior.

"Por que se adaptar quando você nasceu para se destacar?" – Assim diz o médico de meu filho.

Para mais informações sobre como ajudar seu filho a falar e reconhecer as diferenças de uma forma amorosa e educada, acesse esses sites:


Autora: Amanda E. Graf, MD - Publicado em: 17/09/2015

Como são escolhidas as mamães das crianças com deficiência

REFLEXÃO - Como são escolhidas as mamães das crianças com deficiência?

Foto: Dara e Mamãe Geane - Fevereiro/2016

Só neste ano, cerca de 100.000 mulheres vão se tornar mamães de crianças com deficiências. Alguma vez você já se perguntou como é que são escolhidas as mamães de crianças com deficiências?

Eu já.

E eu imagino Deus pairando sobre a Terra para escolher essas artistas do amor que são as mães, com o maior cuidado e o maior discernimento. Ele observa e repassa as suas instruções para os anjos que o acompanham, e eles vão escrevendo tudo num enorme bloco de notas.

“Filhinho: Mateus. Padroeiro: São Mateus."
“Filhinha: Cecília. Padroeira: Santa Cecília”…

Depois, Ele cita outro nome e, sorrindo, diz a um dos seus anjos: “Para esta, vamos dar uma criança deficiente”.

O anjo, que é curioso, quer saber: “E por que para ela, Senhor? Ela parece tão alegre!”.

“Ué, por isso mesmo”, responde Deus. “Por que eu iria dar uma criança especial a uma mãe que não tem a alegria de viver, que não sabe rir e sorrir? Seria cruel com a criança!”.

“Mas ela vai ter a paciência?”, preocupa-se o anjo.

“Eu não quero que ela tenha paciência demais, senão ela vai acabar se afogando num oceano de desespero e não vai parar de sentir pena de si mesma. Você vai ver: o primeiro choque já vai ser no anúncio da deficiência. Mas, depois que ele passar, ela vai se recuperar rápido e cheia de alegria. Ela tem senso de independência, que é uma coisa rara e muito necessária para uma mãe. Você sabe, a criança que eu vou dar a ela vive no seu próprio mundo. Ela vai ter que ensinar a criança a viver no mundo com os outros, e isso não vai ser fácil. Mas eu vou ajudá-la todos os dias. E ela tem amor-próprio suficiente para conseguir”.

O anjo pergunta: “Amor-próprio? E isso é uma virtude?”.

Deus confirma. “Se ela não souber se separar da criança de vez em quando, ela não vai sobreviver. Sim, esta é uma mulher para quem eu vou fazer o favor de dar uma criança imperfeita. Ela ainda não seu deu conta, mas ela tem um grande privilégio. Nada nunca vai ser banal e ordinário para ela. Quando a criança disser ‘mamãe’ pela primeira vez, ela vai ter a impressão de estar diante de um milagre! Quando ela descrever uma árvore ou um pôr-do-sol para o seu filhinho cego, ela vai enxergar a minha criação de um jeito que muito poucas pessoas já enxergaram. Vou permitir que ela veja claramente as coisas como eu as vejo: a ignorância, a crueldade, o preconceito… E vou permitir que ela suba acima de tudo isso. Ela nunca vai estar sozinha. Eu estarei ao lado dela em cada minuto da vida, porque ela vai fazer o trabalho tão bem como se estivesse aqui do meu lado”.

Texto original - Fonte: http://pt.aleteia.org/2016/02/12/alguma-vez-voce-ja-se-perguntou-como-e-que-sao-escolhidas-as-mamaes-das-criancas-com-deficiencia/

Publicação em: 12/02/2016

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

ONG E-NABLE - ENABLING THE FUTURE

  • E-Nable é uma Organização sem fins lucrativos americana. 


E-Nable é uma ONG que realiza um trabalho inovador: desenvolve as chamadas mãos biônicas, que são próteses feitas em impressoras 3-D. O mais interessante é que a E-Nable disponibiliza os projetos para serem executados ou modificados por qualquer pessoa que possui impressora 3D e faz a doação das próteses para crianças de todo o mundo. 

Aqui no Brasil já tem trabalhos feitos pelo voluntário paulista Marcelo Botelho (marcelobotelho1986@gmail.com). O coordenador da E-Nable na América Latina é o voluntário Filipe Wiltgen, pelo Google+ é possível acompanhar o trabalho. 

No Brasil há 10 voluntários, e destes 4 são fabricantes (imprimem e montam as próteses).

As mãos biônicas são uma "sensação" entre as crianças, com temas de super herois e cores alegres e bonitas, chamam a atenção. Todas as crianças que receberam ficaram muito felizes. 



  • O vídeo abaixo conta como o voluntário brasileiro Marcelo Botelho se inspirou e fez uma prótese para um menino paulista. Acesse  o Youtube a assista ao vídeo. As legendas são em inglês, mas vale a pena conhecer esta história no Brasil:



PRÓTESES 3D E-NABLE:



ALGUMAS REPORTAGENS SOBRE PRÓTESES 3D


Menina sem dedos ganha prótese feita em impressora 3D por R$ 200 



Super-herói que inspira super-menino. Solidariedade e superação! Menino ganha prótese inspirada em Ben 10.  

Trabalho social feito pelo voluntário brasileiro da E-Nable




Próteses infantis impressas em 3D chegam ao Brasil com baixo custo


Agora é a vez das crianças do Brasil receberem próteses feitas por impressora 3D.

ONG E-nabling the Future disponibiliza o material no mundo todo. Os voluntários produzem modelos com preço bem mais acessível, que podem ser dez vezes mais baratos do que próteses tradicionais. Eles são inspirados em super-heróis. O menino Kevin, de Santo André, São Paulo, ganhou uma prótese com as cores do personagem Ben 10, seu desenho favorito.

Brasil está entre os participantes de ONG que facilita impressão 3D de próteses para crianças (Foto: Arquivo Pessoal/Marcelo Botelho)
(Foto: Reprodução/Marcelo Botelho)

Brasil recebe ajuda de ONG que facilita impressão 3D de próteses.

O principal responsável pela vinda do projeto para o Brasil foi Marcelo Botelho, 29, um dos colaboradores do grupo social.
Ele é estudante de Engenharia Mecânica e baixou gratuitamente um projeto de prótese no site da E-nabling the Future e o imprimiu em 3D.“Apareci em uma matéria de jornal quando imprimi uma prótese Cyborg Beast, que também consegui no site da ONG. Na época, a cuidadora do Kelvin viu a reportagem e me enviou um e-mail pedindo ajuda”, contou Botelho.

Feita de termoplástico ABS, prótese conta com partes de elástico, espuma e até linha de pesca (Foto: Arquivo Pessoal/Marcelo Botelho) 
(Foto: Reproduçãol/Marcelo Botelho)

Prótese é feita de termoplástico ABS, elástico, espuma e linha. 

A grande vantagem dos modelos de próteses disponibilizados pela ONG é o baixo custo de produção. São utilizados materiais mais baratos para a impressão tridimensional, como o termoplástico ABS. As próteses são comercializadas em várias cores. O uso de outros materiais, como plásticos especiais, encarecem mais os modelos, que podem chegar a custar R$ 250.Contudo, a prótese de Kelvin, por exemplo, custou somente R$ 40. Ela foi fabricada com plástico e outros itens, como linha de pesca, velcro, elástico e espuma. Mas, para quem não tem uma impressora 3D disponível, o produto pode sair bem mais caro. Uma empresa especializada pode cobrar mais de R$ 400 somente pela impressão e entrega. Marcelo encomendou peças do exterior para montar sua impressora 3D em casa por R$ 1 mil, porém o equipamento pronto pode chegar à faixa de R$ 5 mil no Brasil.

Brasilieiro montou sua impressora 3D sozinho para criar as próteses (Foto: Arquivo Pessoal/Marcelo Botelho)
(Foto: Reprodução/Marcelo Botelho)

Brasileiro montou sua impressora 3D para criar as próteses




Mais informações sobre as ações da E-nable no Brasil



E-nabling the future (ou E-nable) é  um movimento mundial formado por voluntários de todo planeta: engenheiros, artistas, fisioterapeutas, designers, professores, entusiastas, famílias e pessoas comuns que querem fazer a diferença.

A ideia é  colaborativa e tem como objetivo distribuir conhecimento para a produção de próteses infantis de baixo custo, a partir da tecnologia de impressão 3D.

A plataforma online disponibiliza para download modelos detalhados de próteses que podem ser feitas com poucos recursos e que, além de acessíveis, são funcionais e muito divertidas – sempre inspiradas em super-heróis.

O brasileiro Marcelo Botelho é uma das pessoas engajadas com a causa. Estudante de engenharia mecânica, ele usou o site para ter acesso ao tutorial detalhado da prótese que construiu para o garoto Kelvin. Marcelo, que busca apoio para produzir mais próteses, partiu do modelo “Cyborg Beast” disponível na plataforma, e o adaptou para uma versão inspirada em Ben 10 – herói favorito do menino.

Esperamos que a rede e-Nable ganhe cada vez mais voluntários no país, certamente muitas crianças seriam beneficiadas. Mas para isso o custo da impressão 3D por aqui precisa ficar mais acessível. 




Abaixo algumas imagens pelo mundo de próteses viabilizadas a partir da iniciativa.
Saiba mais e faça parte aqui.
















Menino de 13 anos usa mão biônica criada em impressora 





ONG doa próteses de plástico fabricadas com impressora 3D

 

Missão do grupo é fabricar próteses de plástico e fazer com que elas cheguem a quem precisa.
No Brasil, 20 pessoas já receberam essa doação.


Agora um exemplo de solidariedade que está ajudando quem precisa de uma prótese.
Voluntários de uma ONG internacional fabricam os equipamentos de plástico com uma impressora em 3D.
No Brasil, 20 pessoas já receberam a doação.

O sorriso é de quem está redescobrindo a vida aos nove anos. Ana Luísa nasceu sem um dos braços.
Mas ganhou um novo, de plástico. Brincar de boneca, de bicicleta. Agora ela está craque.
“Agora eu consigo pegar direito as coisas. Eu ganhei minha mão, finalmente.
Eu estava esperando por esse dia há tanto tempo”, diz Ana Luisa, de 9 anos.

E olha que é só a fase de adaptação. Ela recebeu a prótese há menos de um mês.
“Ela está bem criativa, ela quer descobrir coisas novas, tudo ela quer mexer com a mão”, diz Bruna Negrini, mãe da Ana Luísa.

O advogado Paulo Renato perdeu quatro dedos quando trabalhava em uma máquina de ração. Se hoje o advogado do interior de São Paulo toca violão e teclado é por causa das próteses. “Você poder abrir, poder fechar uma porta, você poder fixar a faca junto com o gafo, poder comer como todo mundo te traz uma alegria, um sentimento que não tem explicação", conta.

O Paulo Renato, a Ana Luísa e outras centenas de pessoas no mundo já ganharam a prótese. O Filipe faz parte de uma rede de voluntários que estão espalhados pelo mundo. A missão deles é fabricar essas próteses de plástico e fazer com que elas cheguem a quem precisa. No Brasil, 20 pessoas já receberam essa doação.

As próteses são feitas na casa dele, em uma impressora 3D. Os modelos são padronizados pela ONG americana que criou o projeto. Com fios de plástico, a impressora dá forma às peças que vão montar a prótese. Em meia hora, um dedo fica pronto. A vantagem é o preço: R$ 500, incluindo o material importado e a energia elétrica.

Uma prótese convencional pode custar R$ 100 mil. Por enquanto, os voluntários estão arcando com os custos. Filipe já tinha a impressora 3d quando conheceu o projeto e quis ajudar. “Eu sempre tive interesse em construir dispositivos de auxílio humano. Eu entrei em contato com eles e comecei a ajudá-los”, diz Filipe Wiltgen, voluntário.

No Brasil, a ONG tem 10 voluntários. Quatro são fabricantes, como o Filipe. “É uma emoção muito grande entregar um dispositivo para uma criança e a criança já sair usando e a gente vê como é fácil a gente ajudar os outros. Como é simples ajudar os outros. Basta a gente querer e começar”, conclui o voluntário.







Revista Veja (Edição 2414 - ano 48 - n8 - 25 de Fevereiro de 2015 - pag 74-77).

A reportagem  fala de um menino brasileiro que recebeu a ajuda da e-Nable, e explica como a e-Nable ajuda as pessoas.

Este menino é o Leonardo e o voluntário brasileiro responsável pela construção, montagem e testes da prótese (modelo Raptor Reloaded) foi Octavio Nogueira.

Acima, as imagens são de duas das 4 páginas da reportagem.


FOTOS DE PRÓTESES ENTREGUES PELA E-NABLE









MODELO DE PRÓTESE



Impressão da prótese

Programa para criação da prótese 3D

Impressão em andamento

Modelo de impressora 3D



PROJETOS NO BRASIL LIGADOS À E-NABLE




PROJETO PROTESYS
PROTESYS - Trata-se de um grupo de amigos de Brasília que está tentando usar a tecnologia para ajudar outros amiguinhos mais precisados.

Conexão, Participação e Criação

As propostas da PROTESYS:

- Por meio do projeto e-Nable, conectar brasileiros que precisam de uma prótese e não têm condições de pagar com outros brasileiros que, utilizando suas impressoras 3D, estejam dispostos a colaborar com a impressão e doação de uma prótese de baixo custo.

- Criar e ajudar a manter laboratórios de impressão 3D em parceria com centros de reabilitação, tornando sustentável e participativa a criação de novas próteses.

Pesquisar e desenvolver novas próteses, mecânicas e robóticas, utilizando materiais de baixo custo.

Fomentar iniciativas que possam levar próteses de baixo custo para regiões pouco privilegiadas.

 
As próteses do projeto e-Nable

 

 

 


O e-NABLE é uma rede global de voluntários que estão utilizando 
suas impressoras 3D, habilidades de desenho e tempo livre para 
criar próteses gratuitas para pessoas necessitadas, com o objetivo 
de atender populações carentes ao redor do mundo.

PROJETO MÃO3D




Mao3D é um Programa da UNIFESP que desenvolve próteses de mão feitas por impressão 3D gratuitamente. 

O Programa de Extensão Mão3D é coordenado pela Profa. Dra. Maria Elizete Kunkel da Engenharia Biomédica. É fruto de um convênio entre o Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) da Universidade Federal de São Paulo e o Centro de Reabilitação Lucy Montoro ambos em São José dos Campos e faz parte da Rede Nacional de Núcleos de Pesquisa em Tecnologia Assistiva.

O Mão3D e tem o objetivo de protetizar e reabilitar crianças e adultos, da Região do Vale do Paraíba, com malformação ou amputação de braços, mãos ou dedos, com próteses feitas por impressão 3D. Este tipo de prótese foi criado por um carpinteiro africano que em 2011 perdeu parte da mão em um acidente de trabalho, e inconformado com sua situação criou um modelo alternativo, mais funcional e de baixo custo. Assim nasceu a e-Nable em 2013, uma comunidade mundial que disponibiliza modelos de próteses de mão para impressão 3D. O Mão3D está adaptando os modelos da e-Nable para que possam ser usados no Brasil. 

As próteses feitas por impressão 3D representam uma esperança para que crianças possam recuperar o membro perdido e ter uma vida mais incluida na sociedade. Até então, as próteses disponíveis no mercado ou pelo Sistema Único de Saude (SUS) não se adaptavem ao uso infantil por serem pesadas, de alto custo e não acompanharem o crescimento de uma criança. Mesmo para adultos as próteses convencionais apresentam uma taxa de rejeição de mais de 90% dos casos. 


Com a colaboração de alunos bolsistas, voluntários e doação de empresas estão sendo criados modelos de próteses funcionais, leves, coloridas, baseadas em super-herois para motivar ainda mais o uso.


(Fonte: Página do Facebook MÃO3D - www.facebook.com/Mao3D)



VÍDEO: Vamos saber mais sobre as próteses de mão feitas por impressão 3D e como elas funcionam. Esta entrevista com a Profa Dra Maria Elizete Kunkel, coordenadora do Programa Mao3D do ICT Unifesp SJC, esclarece muitas dúvidas!
Contato: biomecanica.unifesp@gmail.com



COMO SERÁ O TRABALHO COM PRÓTESES

DA ASSOCIAÇÃO DAR A MÃO?


A ASSOCIAÇÃO DAR A MÃO está em parceria com a PUC-PR, de Curitiba - Projeto da Prof. Lúcia Miyake, com o apoio do Lions Clube Curitiba Batel, para fabricar e doar próteses às crianças que precisam. 

Conheça a proposta deste Projeto acessando a página:




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